segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Para minha filha, no seu aniversário

Quando a primavera se aproxima com suas flores e perfumes, lembro que é seu aniversário.
Hoje penso na sua chegada como uma anunciação do fim de inverno com suas tempetades e frio.
Você trouxe a beleza para meu dia, a alegria para cada noite.
Por isso, filha, gosto tanto do seu aniversário.
Ele me lembra a oportunidade de ter sido o que faz diferença na vida: ser mãe.
Mãe é um estado de espírito, mas quando a gente experimenta não tem como não ver o mundo de uma outra forma que não seja a do amor mais puro e pleno.
Feliz Aniversário, minha querida.
Em mais este ano que se inicia, peço a Deus que te abençoe e te guarde de todo mal.
Busque ser feliz com que a Providência lhe dá e tenha fé no futuro.
Trabalhe pelos seus ideais, nunca se esquecendo que precisamos de todos.
Segue sempre em frente, recolhendo e distribuindo as flores que a vida te dá.
Um beijo
Madre

domingo, 6 de setembro de 2009

O petróleo é do Brasil

Participe desta campanha.

Escreva para os deputados e senadores.

Acompanhe as votações.

Não se omita.

É seu, meu, nosso futuro.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Imprevisível







Olho o dia de hoje e penso no de amanhã.


É assim sempre: termina e recomeça.


Fico esperando que algo aconteça, mas qual!


Tudo segue seu caminho determinado por tantas escolhas


Que é impossível saber o que se vai encontrar


Não há o que tocar nem onde pousar a mão


bancos para descansar desaparecem ao simples desejo


de libertação


É preciso seguir


começar


terminar


recomeçar


reterminar




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Poema sem face

Sim
tenho um rosto
uma alma
um sorriso

Mas
o sorriso fere
o mundo
onde o desespero
alimenta a solidão
transmutando
rostos e almas
em espectros
sem vida

Se
for assim
como pode
haver Deus
nesse mundo

Não
sei que existe Deus
porque
preciso
saber
ter
esperança.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pensamentos de um dia de eclipse


Como um jangada
com velas guardadas
eu espero por algo
que não conheço
e nem sei o que
O mundo me olha
e eu
olho o mundo
e não vejo nada
Só eu me reconheço
não há pessoas
nem lugares
apenas o vazio da existência
que busco entender
Preciso, mas do que mesmo?
Não sei e
muito provavel
que nem queira saber.
O corpo dói
mas não sinto
é como viver com
anestesia.
Nada acontece
nem surge do nada
uma solução
O tempo passa
a vida passa
a morte passa
e eu renasço
em um lugar tão distante
que é impossível voltar.
Sigo adiante
e não posso
olhar para a frente
porque lá estão guardados
os medos
A caixa de pandora
que liberta os males do
meu mundo.
Sim, ninguém pode me ver
porque meu espírito
se esconde dentro da carne
mas sinto que ela acaba.
Ainda assim, não me verão
mas também
quem disse que eu quero
que me encontrem?
Olha no céu:
o sol também se esconde
atrás da lua.
E eu?
Onde vou me esconder?

domingo, 5 de julho de 2009


Existe um mundo cheio de gente
mas é difícil entender
esse tanto de gente
diferente.

Eu tenho que entender
porque todos são diferentes

Eu preciso entender
Não é melhor!?

Eu não tenho medo do entendo
mas tenho medo
daquilo que não conheço.

Eu não posso confiar
naquilo que não conheço
nem gente
nem saber
nem lugar

O desconhecido
esse sim me assusta
pois eu não sei o que fazer
com o que não conheço

Eu não conheço ele
Logo, eu não confio nele
Ele pode me machucar.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Delicado viver - 2


Sim, a princípio observei a balarina e inferi que olhava para seu mestre.


Enganei-me.


Ela realmente olha para outra bailarina em primeiro plano à direita que se curva diante dela, com respeito a sua condição de superioridade.


Mas é algo superior que não oprime nem desqualifica: é uma reverência que a personagem intepretada pela bailarina traz como, por exemplo, a humildade, o sentimento que somos tão iguais que o sagrado que vive em mim saúda o sagrado que vive em você (namastê).
Por enqunto, é só o que vejo....